Ministro da Justiça negou o pedido do Governo de Roraima por reforço da Força Nacional meses antes do massacre


Segundo informações do portal UOL, documentos revelam que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou um pedido do governo de Roraima, feito em novembro do ano passado, para que o governo federal enviasse a Força Nacional para reforçar a segurança no sistema prisional do Estado. Em ofício enviado no dia 21 de novembro, o governo de Roraima solicitou ajuda “em caráter de urgência”.

A governadora Suely Campos (PP) enviou ofício ao ministro, solicitando apoio do governo federal para atuar no sistema prisional de Roraima, em caráter de urgência, incluindo reforço da Força Nacional de Segurança.

Em resposta ao pedido de socorro, o ministro informou, por meio de ofício, que “apesar do reconhecimento da importância do pedido de Vossa Excelência, infelizmente, por ora, não poderemos atender ao seu pleito”.

No documento, o ministro disse que “a Força Nacional de Segurança Pública encontra-se em fase de preparação para operação de enfrentamento de homicídios e violência doméstica, cujo plano está em desenvolvimento neste Ministério, destinando, a priori, a atuação nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal”.

Nesta madrugada de sexta-feira, 33 presos foram mortos na penitenciária Agrícola de Monte Cristo, a maior do estado. A imprensa local afirmou que vários corpos foram decapitados ou desmembrados, mas as autoridades não confirmaram a informação. A chacina volta a deixar o país em alerta cinco dias após o massacre de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus

O sistema prisional do Estado de Roraima tem hoje um déficit de 942 vagas. Há no Estado 17 presídios – incluindo os presos que estão em delegacias que abrigam 2.144 presos, ante 1.202 vagas.

Relatos iniciais dão conta de que os mortos seriam em sua maioria ligados ao grupo criminoso Comando Vermelho e seus aliados da Família do Norte e teriam sido assassinados por detentos do Primeiro Comando da Capital (PCC) em retaliação à matança do Amazonas.

O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, anunciou outras medidas para debelar a crise nos presídios, como a liberação de verbas para que os Estados construam novos presídios e recursos para a modernização das unidades.

E agora ministro, qual seu sentimento diante de um novo massacre?

Por Agência de Noticias

 

 

 
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