“Desumano” Governo Temer negou pedido de socorro que poderia ter evitado massacre em Manaus


Esta que é considerada uma rebelião histórica, onde mais de 60 pessoas foram mortas violentamente por outros presos, tem como pano de fundo a ineficiência do estado que cometeu vários erros neste acontecido todo, um deles é a terceirização do trabalho de cuidar do preso, além de um valor absurdo de aproximadamente R$4,800 por preso, completamente fora da realidade de outros presídios no Brasil, onde um preso chega a custar no máximo R$ 1.600 com toda a dignidade.

Manaus está marcada definitivamente na história do Brasil como um estado omisso em relação a este assunto, mas o que mais preocupa realmente nessa situação toda é algo que tem mexido com o cenário político brasileiro, o presidente da república Michel Temer, talvez tenha cometido o seu maior desatino em alguns meses no comando da nação, porém, as críticas ao presidente são inúmeras e principalmente a cobrança pelas vidas que se foram, ora, não se trata aqui de defender bandidos, criminosos, aqueles apenados que não são santos, mas não podemos admitir um sistema prisional vulnerável e ridículo como o de Manaus nas demais regiões brasileiras, a época do Coliseu romano e dos gladiadores, aqueles que exerciam a justiça com suas próprias mãos ficou para trás a séculos e séculos, temos lei neste país ou não? O estado é soberano ou não? porque se aceitarmos esta situação ao qual percebemos a fragilidade do Estado em ser profundamente corrupto, estamos no caminho errado com toda certeza.

O presidente Michel Temer que se calou diante da chacina, agora terá que arcar com a consequência de responder para a sociedade a sua omissão, se calou diante do que não da voto e nem popularidade, se calou diante da dignidade, não temos pena de morte no Brasil senhor presidente, porque se tivéssemos, até seria entendível sua posição covarde em negar pedido de ajuda naquele sistema prisional, pois estava ai condenados a morte mesmo! mas não era o caso.

Acompanhe também o que foi notícia no G1 e o ponto de vista de um dos maiores portais de notícias do Brasil que enfatiza ausência de pulso firme do comandante desta República em relação ao que podemos chamar de segurança pública.

Governo de RR pediu no fim de 2016 ajuda para segurança em presídios
Governo federal negou envio da Força Nacional.
Ministro disse que pedido não era para segurança em presídios.

Depois da rebelião de outubro em Roraima, a governadora do estado Suely Campos pediu ajuda do governo federal na segurança dos presídios.
O ministro da Justiça tratou o novo massacre como um acerto interno no presídio e não uma retaliação por causa da rebelião do dia 1º em Manaus.
Sobre o pedido de ajuda feito em 2016 por Roraima, o ministro primeiro disse que não era para segurança em presídios.
“O que foi solicitado pelo governo de Roraima foi o envio da Força Nacional para fazer segurança pública, não o envio para o sistema penitenciário. O pedido foi feito em virtude da questão dos venezuelanos, da entrada maior de venezuelanos”, disse o ministro Alexandre de Moraes.
O pedido do governo do estado foi feito depois da rebelião de outubro.
Um documento de 21 de novembro mostra que a governadora Suely Campos pediu, sim, ajuda para segurança nos presídios. Ela solicitou ao ministro da Justiça apoio do governo federal e a presença da Força Nacional “em virtude das proporções dos últimos acontecimentos no sistema prisional”.
Mas o ministro Alexandre de Moraes negou. Respondeu mais de um mês depois, que “a Força Nacional estava em fase de preparação para operação de enfrentamento de homicídios e violência doméstica”. E termina dizendo que “apesar do reconhecimento da importância do pedido, infelizmente, por ora, não poderemos atender ao seu pleito”.
O Jornal Nacional questionou novamente o ministro.
Em nota, o Ministério da Justiça disse que no dia 18 de novembro, antes mesmo dos pedidos da governadora, Alexandre de Moraes explicou a ela que a Força Nacional não poderia atuar dentro dos presídios. Apenas, se houver necessidade de auxiliar em eventual rebelião.
O presidente Michel Temer divulgou uma nota lamentando as mortes em Roraima. Temer telefonou para a governadora e colocou o governo à disposição. Mas, ainda segundo o Planalto, a governadora informou que a situação já se encontrava sob controle, que nesse momento não seria necessária a presença federal.
Mas em Boa Vista, o secretário de Justiça do estado voltou a pedir ajuda.
“Agora o governo federal veio com o paliativo de R$ 44 milhões, que vai ser o momento para amenizar a situação. Precisamos de mais recursos, precisamos do apoio da Força Nacional que a governadora já pediu e agora eu peço para o ministro da Justiça encarecidamente que encaminhe efetivo da Força Nacional para que sejam evitadas novas mortes no estado de Roraima”, disse Uziel Castro, secretário de Justiça de Roraima.

Nesta sexta-feira (6), a Ordem dos Advogados do Brasil considerou a situação extremamente grave e disse que vai levar os casos de Manaus e de Boa Vista à Corte de Direitos Humanos da ONU.
Sobre o pedido de apoio da Força Nacional feito pelo secretário de Roraima, o Ministério da Justiça informou que, se houver uma solicitação formal, vai analisar.
Há pouco, a assessoria do ministério se corrigiu pela segunda vez sobre a data da audiência no ano passado entre o ministro e a governadora. Foi em 18 de outubro.

Por: Agencia de Noticia

Fonte: G1.com

 


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