Após massacre e fuga de presos onda de violência assusta população de Manaus


Após a rebelião e terrível massacre que deixou 60 mortos e levou à fuga de mais de 180 presos em Manaus entre domingo (1) e segunda-feira (2), a capital amazonense está em estado de alerta e envolto por um clima de medo e tensão. Nas últimas 24 horas foram registrados oito homicídios, todos supostamente ligados ao tráfico. Nesta madrugada, mais quatro corpos deram entrada no Instituto Médico Legal,totalizando 12 mortos até o momento.Em 2014, a média diária na capital amazonense foi de 2,7 homicídios dolosos, informa o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Além da onda de mortes na capital, foram registrados furtos, roubo e tentativas de arrombamento.

A rebelião aconteceu no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), e durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário como “o maior massacre do sistema prisional” do Estado. Inicialmente o Governo havia confirmado 60 mortes.

De acordo com o Estadão, entre os casos que podem ter ligação com a fuga dos presos está o de um homem identificado apenas como “Lúcio”, que foi morto com 12 facadas, teve a cabeça decapitada e o corpo jogado em uma lixeira na zona norte de Manaus. Segundo familiares da vítima, ele havia tido envolvimento com o tráfico, mas estava afastado havia quase um ano.

Apenas 18 dos 39 corpos já reconhecidos de detentos mortos no massacre no Compaj foram liberados. De acordo com funcionários do Instituto Médico Legal (IML), a unidade não está preparada para atender à demanda e faltou material básico de trabalho, um dos fatores que vem contribuindo para a lentidão no processo de identificação dos corpos.

Após tres dias do ocorrido, o presidente Michel Temer se pronunciou pela primeira vez sobre a rebelião. Para Temer, o massacre foi um “acidente pavoroso”. Ele falou que o Plano Nacional de Segurança está em debate e terá como primeira determinação a exigência de que novos presídios tenham prédios separados para presos de diferentes níveis de periculosidade.

Temer anunciou ainda a construção de cinco presídios federais para abrigar “lideranças de alta periculosidade”. Cada unidade deve contar com até 250 vagas. O investimento, segundo o presidente, ficará entre R$ 40 milhões e R$ 45 milhões por unidade.

2017 começa com Carandiru 2.0 | Marcelo Madureira

Por Agência de Noticias


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

log in

reset password

Back to
log in